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Glossário

As palavras,
em português claro.

Cada termo que você vai encontrar em um trabalho de monitoramento, explicado primeiro em uma frase. Toque em um termo em qualquer parte do site para vê-lo.

Como o terreno se move

Tom puro

O terreno indo e voltando em um ritmo suave e constante.

ImagineUma criança no balanço: a mesma altura a cada vez, o mesmo tempo a cada vaivém, vez após vez.

Com precisãoUma única onda senoidal, com uma frequência e uma amplitude. A vibração real de um desmonte são muitos tons ao mesmo tempo; o tom puro é o bloco básico que usamos para explicá-los.

Em campoAs páginas de conceito e a calculadora de vibração usam um tom puro para que os números possam ser conferidos à mão.

Relacionados: Ciclo, Frequência, Forma de onda

Ciclo

Um movimento completo de ida e volta do terreno.

ImagineVai, volta, vai para o outro lado e volta para casa. Isso é um ciclo.

Com precisãoUma repetição completa de um movimento periódico, de um ponto da onda até a próxima vez em que ela volta ao mesmo ponto, movendo-se no mesmo sentido.

Em campoA frequência conta ciclos por segundo. Os traços empilhados nas páginas de conceito mostram dois deles.

Relacionados: Período, Frequência, Tom puro

Período

Quanto tempo leva um ciclo.

ImagineUma vibração de 20 Hz completa um ciclo a cada vigésimo de segundo: 50 milissegundos.

Com precisãoO tempo de um ciclo completo, T = 1 / f. Período e frequência são o mesmo fato escrito de duas maneiras.

Em campoO controle deslizante da cena mostra o período em milissegundos por ciclo.

Relacionados: Ciclo, Frequência

Frequência

Quantos ciclos o terreno completa a cada segundo.

ImagineUm balanço lento é frequência baixa. Um zumbido é frequência alta.

Com precisãoCiclos por segundo, medidos em hertz. É o fator que transforma deslocamento em velocidade e velocidade em aceleração.

Em campoO relatório informa a frequência dominante ao lado da PPV, e a maioria dos limites muda com ela.

Relacionados: Hertz (Hz), Período, Frequência dominante

Hertz (Hz)

A unidade de frequência: um hertz é um ciclo por segundo.

ImagineO terreno a 10 Hz vai e volta dez vezes por segundo.

Com precisãoA unidade de frequência do SI, símbolo Hz. A vibração de desmonte fica quase toda entre 2 e 250 Hz.

Em campoAs telas de ajustes e os relatórios escrevem a frequência em Hz.

Relacionados: Frequência, Ciclo

Amplitude

O tamanho do movimento: o máximo que o terreno se afasta do repouso.

ImagineA altura que o balanço alcança, não quantas vezes ele vai e volta.

Com precisãoO valor máximo de uma onda, medido a partir da posição de repouso. Deslocamento, velocidade e aceleração têm cada um a sua amplitude.

Em campoO valor de pico em um relatório é a amplitude da onda registrada.

Relacionados: Pico, DeslocamentoLer o conceito: Deslocamento

Pico

O maior valor de um registro.

ImagineO ponto mais alto do traço, para qualquer lado que ele aponte.

Com precisãoO valor absoluto máximo de uma grandeza ao longo do registro, em oposição a uma média ou a um valor em um instante.

Em campoA conformidade é julgada pelos picos. PPV é o pico da velocidade.

Relacionados: Amplitude, PPV, Soma vetorial de pico

Derivada

A taxa com que algo está mudando.

ImagineSe o deslocamento é onde o terreno está, a velocidade é a rapidez com que isso muda, e a aceleração é a rapidez com que a velocidade muda. O mesmo movimento, três vistas.

Com precisãoA taxa instantânea de variação de uma grandeza em relação ao tempo. A velocidade é a derivada do deslocamento; a aceleração é a derivada da velocidade.

Em campoA plataforma converte entre g e mm/s usando essa relação em uma dada frequência.

Relacionados: Deslocamento, Velocidade, Aceleração

Deslocamento

Quanto o terreno se afastou do ponto em que repousa.

ImagineUm grão na superfície desliza um décimo de milímetro e volta. Essa distância é o deslocamento.

Com precisãoA posição de uma partícula do terreno em relação à sua posição de repouso, medida em milímetros.

Em campoPouco usado em limites, porque os números são minúsculos. É a grandeza que você consegue ver nas cenas.

Relacionados: Velocidade, AmplitudeLer o conceito: Deslocamento

Velocidade

A rapidez com que o terreno se move em um instante.

ImagineO grão se move mais rápido ao passar pelo meio e para em cada ponta.

Com precisãoA taxa de variação do deslocamento, medida em milímetros por segundo. Seu pico é a PPV.

Em campoOs limites são escritos em mm/s. Um geofone sente a velocidade diretamente.

Relacionados: Deslocamento, Aceleração, PPV

Aceleração

A rapidez com que a velocidade do terreno está mudando.

ImagineO tranco que você sente quando um elevador arranca ou para. Tranco maior, aceleração maior.

Com precisãoA taxa de variação da velocidade, medida em g ou mm/s². É maior onde o terreno para e inverte o sentido.

Em campoUm ViB sente a aceleração e dispara o gatilho por ela. A plataforma a converte em velocidade para o relatório.

Relacionados: Velocidade, g, Acelerômetro

g

Uma unidade de aceleração: 1 g é a atração da gravidade.

ImagineSolte um celular e ele acelera a 1 g. O gatilho de um ViB é uma fração minúscula disso.

Com precisão9,80665 metros por segundo ao quadrado. A faixa e o limiar de gatilho de um acelerômetro são escritos em g.

Em campoO gráfico do gatilho transforma um limiar em g em mm/s a cada frequência.

Relacionados: Aceleração, Gatilho

mm/s

Milímetros por segundo: a unidade da velocidade do terreno e da maioria dos limites.

ImagineDez mm/s é o terreno andando na velocidade de um caracol lento, por um instante.

Com precisãoA unidade de velocidade de partícula usada pelas normas de desmonte australianas e pela maioria das internacionais.

Em campoTodo limite em um gráfico de conformidade está em mm/s.

Relacionados: Velocidade, PPV, Limite

PPV

Velocidade de partícula de pico: o mais rápido que o terreno se moveu em todo o registro.

ImagineNão a velocidade em um momento escolhido, e sim a maior velocidade em qualquer ponto do registro.

Com precisãoA velocidade absoluta máxima em um registro, em geral informada por eixo e como soma vetorial de pico.

Em campoO número principal de todo relatório de vibração.

Relacionados: Pico, Velocidade, Soma vetorial de pico, Limite

Soma vetorial de pico

A maior velocidade combinada das três direções ao mesmo tempo.

ImagineO terreno se move para o lado e para cima ao mesmo tempo; some as direções e fique com o maior momento.

Com precisãoO máximo, ao longo do registro, da raiz quadrada da soma dos quadrados das velocidades dos eixos a cada instante.

Em campoOs relatórios mostram a PVS ao lado das PPVs dos três eixos.

Relacionados: PPV, Pico

Forma de onda

A linha ondulada que mostra o movimento do terreno ao longo do tempo.

ImagineComo um eletrocardiograma: o tempo corre da esquerda para a direita, a linha sobe e desce.

Com precisãoUm gráfico de uma grandeza registrada ao longo do tempo. Também chamada de traço.

Em campoO analisador mostra uma forma de onda por eixo.

Relacionados: Tom puro, Espectro, Tempo de registro

Tran, Vert, Long

As três direções que um relatório de desmonte usa: cruzando o caminho, para cima e para baixo, e ao longo do caminho.

ImagineFique de frente para o desmonte: Long corre na sua direção, Tran de um lado para o outro, Vert para cima e para baixo.

Com precisãoComponentes transversal, vertical e longitudinal do movimento do terreno, em relação à reta que vai do desmonte ao monitor.

Em campoUm geofone nivelado e apontado as lê diretamente; um ViB as calcula a partir da gravidade e do próprio registro.

Relacionados: PPV, Soma vetorial de pico, Movimento de partícula

Movimento de partícula

O caminho que um ponto do terreno percorre enquanto vibra, nas três direções ao mesmo tempo.

ImagineSiga a ponta da velocidade do terreno enquanto ela vai e vem: durante um desmonte, ela desenha um laço.

Com precisãoA trajetória da velocidade de três componentes ao longo do tempo, muitas vezes plotada como um hodograma.

Em campoO laço fica esticado na direção em que o movimento viajou, e é assim que um ViB encontra Long.

Relacionados: Soma vetorial de pico, Tran, Vert, Long

O que a unidade registra

Taxa de amostragem

Quantas leituras a unidade faz a cada segundo.

ImagineUm filme a 24 quadros por segundo parece contínuo; uma unidade a milhares de amostras por segundo pega cada ondulação.

Com precisãoO número de amostras por segundo em uma gravação, em hertz ou amostras por segundo. Precisa ficar bem acima da maior frequência de interesse.

Em campoFixada pela unidade. Não é a frequência do terreno.

Relacionados: Resolução, Tempo de registro, Frequência

Gatilho

O nível de vibração que faz a unidade começar a gravar.

ImagineUm fio esticado no caminho: terreno quieto não faz nada, um desmonte cruza a linha e a unidade grava.

Com precisãoUm limiar na grandeza medida acima do qual a gravação começa. Em um ViB, é definido como uma fração da faixa em g.

Em campoA tela de ajustes mostra o gatilho, e o gráfico do gatilho mostra o que ele significa em mm/s.

Relacionados: Pré-gatilho, g, Tempo de registroAbrir o guia: Configurar um ViB para um desmonte

Pré-gatilho

O momento antes do gatilho que a unidade guarda mesmo assim.

ImagineUma câmera veicular que salva os segundos antes da batida.

Com precisãoUm buffer de amostras anteriores ao cruzamento do gatilho, mantido para que o registro mostre a primeira chegada.

Em campoDefinido nos ajustes de gravação. Consome tempo de registro.

Relacionados: Gatilho, Tempo de registroAbrir o guia: Configurar um ViB para um desmonte

Tempo de registro

Por quanto tempo a unidade continua gravando depois de disparar o gatilho.

ImagineO bastante para pegar o desmonte inteiro, mais um pouco, e nada além.

Com precisãoA duração da gravação depois do gatilho, escolhida para cobrir o evento e seu decaimento.

Em campoO guia de configuração mostra como escolhê-lo para um desmonte.

Relacionados: Gatilho, Pré-gatilho, Taxa de amostragemAbrir o guia: Configurar um ViB para um desmonte

Frequência dominante

O ritmo principal de um registro.

ImagineUma torcida cantando: muitas vozes, uma batida que se ouve acima das outras.

Com precisãoA frequência que carrega mais energia em um registro, encontrada por análise de cruzamentos por zero ou por um pico espectral.

Em campoInformada ao lado da PPV no relatório, porque o limite depende dela.

Relacionados: Frequência, Espectro, Limite

Espectro

Um registro decomposto nas frequências que há dentro dele.

ImagineUm acorde separado em suas notas.

Com precisãoUma vista do registro no domínio da frequência, em geral por uma transformada de Fourier, que mostra a amplitude em cada frequência.

Em campoO analisador mostra um espectro ao lado da forma de onda.

Relacionados: Frequência dominante, Forma de onda, Frequência

Saturação

A vibração foi maior do que a unidade conseguia medir, então o topo saiu cortado.

ImagineAumentar o som até ele distorcer.

Com precisãoSaturação do sensor ou do conversor no extremo de sua faixa. O pico fica desconhecido e o registro é sinalizado.

Em campoO gráfico do gatilho mostra a linha de saturação; escolha uma faixa acima dela.

Relacionados: g, Gatilho, Pico

Resolução

A menor mudança que a unidade consegue distinguir.

ImagineUma régua marcada em milímetros não mostra meio milímetro.

Com precisãoO menor passo na grandeza medida, definido pela faixa do sensor e pelo número de bits do conversor.

Em campoFaixa mais larga, resolução mais grossa. Escolha a faixa para o desmonte, não a maior.

Relacionados: Taxa de amostragem, Saturação

Os instrumentos

Geofone

Um sensor que mede a rapidez com que o terreno se move.

ImagineUm ímã em uma mola dentro de uma bobina: o terreno se move, o ímã se atrasa, surge uma tensão.

Com precisãoUm transdutor de velocidade. Lê mm/s diretamente, mas perde resposta nas baixas frequências.

Em campoO sensor tradicional dos monitores de desmonte. O ShotTrack ViB usa um acelerômetro no lugar dele.

Relacionados: Acelerômetro, Triaxial, Tran, Vert, Long

Acelerômetro

Um sensor que mede a rapidez com que a velocidade do terreno muda.

ImagineO mesmo chip que avisa seu celular de que ele foi virado de lado.

Com precisãoUm transdutor MEMS que fornece a aceleração em g. A velocidade é obtida a partir dela em cada frequência.

Em campoO sensor dentro de um ViB. Seu gatilho e sua faixa são definidos em g.

Relacionados: Geofone, Aceleração, ViB

ViB

A unidade de monitoramento de vibração da ShotTrack.

ImagineUma caixa que você coloca perto daquilo que não pode vibrar demais.

Com precisãoUm monitor autônomo de vibração de desmonte, com acelerômetro, que grava eventos disparados por gatilho e sincroniza com a plataforma ShockAI.

Em campoO guia de configuração mostra, passo a passo, como posicionar e configurar um.

Relacionados: Acelerômetro, Gatilho, VoDAbrir o guia: Configurar um ViB para um desmonte

VoD

Velocidade de detonação: a rapidez com que o próprio explosivo queima ao longo do furo.

ImagineA velocidade da frente de chama descendo a coluna, em quilômetros por segundo.

Com precisãoA velocidade de propagação da frente de detonação ao longo de uma coluna de explosivo, medida com um fio resistivo.

Em campoAs unidades ShotTrack VoD medem isso; é uma medição diferente da vibração do terreno.

Relacionados: ViB

Triaxial

Medir em três direções em ângulo reto, todas ao mesmo tempo.

ImagineTrês sensores em um só invólucro, cada um apontando para um lado, como o canto de uma caixa.

Com precisãoTrês eixos de medição ortogonais em um instrumento.

Em campoOs monitores de desmonte são triaxiais: um geofone tem três bobinas, um ViB tem um chip que lê em três direções.

Relacionados: Geofone, Acelerômetro, Tran, Vert, Long

Limites e normas

Limite

O máximo de vibração que um desmonte pode causar em um lugar.

ImagineUm limite de velocidade para o terreno, definido para a casa ao lado.

Com precisãoUma PPV máxima, que em geral depende da frequência e do que está sendo protegido, definida por uma norma ou uma licença.

Em campoOs relatórios comparam o pico registrado com o limite.

Relacionados: PPV, Norma, Frequência dominante

Norma

O conjunto de regras que diz como medir a vibração e quais limites valem.

ImagineAs regras escritas que o órgão regulador e a mina concordam em seguir.

Com precisãoUm documento publicado, como a AS 2187.2, que define a prática de medição e os limites de conforto humano ou estruturais.

Em campoOs gráficos de conformidade seguem a norma escolhida para o projeto.

Relacionados: Limite, PPV

Campo distante

Longe o bastante do desmonte para que a vibração seja pequena e suave.

ImagineFicar do outro lado da rua em um show, e não ao lado das caixas de som.

Com precisãoDistâncias em que a vibração tem baixa frequência, baixa amplitude e é dominada por ondas de superfície, em oposição ao campo próximo, junto à carga.

Em campoMonitorar vizinhos é campo distante. Registros de campo próximo pedem uma faixa mais larga.

Relacionados: Deslocamento, Limite, Frequência dominanteLer o conceito: Deslocamento

Onda aérea

A onda de pressão no ar gerada por um desmonte, sentida como um baque.

ImagineA janela que treme, não o terreno que treme.

Com precisãoSobrepressão do ar gerada pelo desmonte, medida em decibéis (lineares), com limites próprios.

Em campoMedida com um canal de microfone, separadamente da vibração do terreno.

Relacionados: Limite, Norma, Sobrepressão, Tampão

Desenhar o desmonte

Afastamento

A rocha na frente de um furo: a distância do furo até a face livre.

ImagineFique na face e ande até a primeira linha. Essa caminhada é o afastamento.

Com precisãoA distância perpendicular de uma carga até a face livre mais próxima, ou entre linhas sucessivas, em metros.

Em campoPequeno demais, lança rocha; grande demais, deixa repé e faz o terreno vibrar mais.

Relacionados: Espaçamento, Altura da bancada, Razão de carga

Espaçamento

A distância entre dois furos vizinhos na mesma linha.

ImagineAnde ao longo de uma linha, da boca de um furo até a do próximo.

Com precisãoA distância de centro a centro entre furos adjacentes ao longo de uma linha, em metros; em geral um pouco maior que o afastamento.

Em campoLargo demais, e a rocha entre dois furos sobra como um calombo.

Relacionados: Afastamento, Razão de carga

Altura da bancada

A altura do degrau de rocha, do piso até o topo da bancada.

ImagineA altura da parede que o desmonte vai derrubar.

Com precisãoA distância vertical do piso da bancada até a superfície das bocas dos furos, em metros; a profundidade do furo é essa altura mais a subperfuração.

Em campoDefine o comprimento da coluna de carga e o bloco de rocha que cada furo quebra.

Relacionados: Afastamento, Subperfuração, Coluna de carga

Tampão

A brita que fecha o topo do furo e mantém a energia do desmonte dentro do terreno.

ImagineUma rolha na garrafa, feita de brita.

Com precisãoO comprimento sem carga junto à boca, preenchido com material inerte, em metros.

Em campoTampão curto dá onda aérea forte e ultralançamento; é pela boca que o desmonte escapa.

Relacionados: Coluna de carga, Onda aérea

Subperfuração

A parte do furo perfurada além do piso da bancada, para que a carga quebre o piso por inteiro.

ImagineFurar um pouco mais fundo que o degrau que você quer quebrar.

Com precisãoO comprimento do furo abaixo do nível planejado do piso, em metros.

Em campoPouca, deixa repé; demais, faz o terreno vibrar à toa.

Relacionados: Altura da bancada, Coluna de carga

Coluna de carga

O explosivo de um furo, do topo da carga até o pé.

ImagineUm cilindro longo e fino de explosivo, em pé dentro do furo.

Com precisãoO comprimento carregado de um furo, cuja massa é a seção transversal do furo vezes esse comprimento vezes a densidade do explosivo.

Em campoA equipe carrega por comprimento; a massa vem do diâmetro.

Relacionados: Tampão, Diâmetro do furo, Razão de carga

Diâmetro do furo

A largura do furo perfurado.

ImagineA largura da broca que o perfurou, de uma xícara de café a um prato de jantar.

Com precisãoO diâmetro perfurado, em milímetros; a massa de carga por metro cresce com o seu quadrado.

Em campoUm furo um pouco mais largo comporta bem mais explosivo.

Relacionados: Coluna de carga, Afastamento

Razão de carga

A carga de um furo dividida pelo bloco de rocha que esse furo quebra.

ImagineQuilos de explosivo para cada metro cúbico de rocha.

Com precisãoA massa de carga dividida pelo produto de afastamento, espaçamento e altura da bancada, em quilogramas por metro cúbico, ou por tonelada usando a densidade da rocha.

Em campoO primeiro número que um engenheiro compara com o tipo de rocha.

Relacionados: Coluna de carga, Afastamento, Espaçamento

Quando cada furo detona

Retardo

O intervalo de tempo entre a detonação de um furo e a do seguinte.

ImagineDominós caindo em um compasso fixo.

Com precisãoO intervalo nominal entre detonações sucessivas, em milissegundos, definido pelo sistema de iniciação.

Em campoA coisa mais barata de mudar em um desmonte e a maior alavanca sobre a vibração.

Relacionados: Retardo entre furos, Retardo entre linhas, Sistema de iniciação

Retardo entre furos

O retardo entre dois furos vizinhos na mesma linha.

ImagineO compasso ao longo de uma linha.

Com precisãoO intervalo nominal de detonação entre furos adjacentes de uma linha, em milissegundos; 17 ms é um valor comum.

Em campoSe for menor que a janela da MIC, dois furos contam como uma carga só.

Relacionados: Retardo, Retardo entre linhas, Isócrona

Retardo entre linhas

O retardo entre a detonação de uma linha e a da linha de trás.

ImagineA pausa que deixa uma linha se mover antes de a próxima detonar.

Com precisãoO intervalo nominal de detonação entre linhas sucessivas, em milissegundos; em geral várias vezes o retardo entre furos.

Em campoCurto demais, e a linha de trás detona contra rocha que ainda não se moveu.

Relacionados: Retardo, Retardo entre furos, Afastamento

Isócrona

Uma curva sobre a bancada que une os pontos que detonam no mesmo instante.

ImagineCurvas de nível, mas de tempo em vez de altura.

Com precisãoUma curva de igual tempo nominal de detonação traçada sobre a malha de furos; a distância entre as curvas mostra a rapidez com que a sequência de detonação avança.

Em campoOnde as curvas se apertam, os furos detonam em tempos próximos.

Relacionados: Retardo, Retardo entre furos

Amarração

O caminho que o sinal de iniciação percorre do ponto de início até cada furo.

ImagineLigar um pisca-pisca de modo que cada lâmpada acenda a seguinte.

Com precisãoA ordem de ligação dos retardos de superfície: ao longo de cada linha, furo a furo, e de uma linha para outra pela linha-tronco.

Em campoCom tubo de choque, a amarração é o caminho que um corte segue.

Relacionados: Tubo de choque, Sistema de iniciação, Corte

Sistema de iniciação

Como o sinal de iniciação chega a cada furo e quão bem cada furo cumpre o tempo planejado.

ImagineA fiação e os relógios do desmonte.

Com precisãoUnidades eletrônicas com retardo programado, tubo de choque com retardos fixos de superfície e de fundo, ou detonadores elétricos em uma série fixa.

Em campoO eletrônico acerta dentro de uma fração de milissegundo; os outros desviam alguns milissegundos.

Relacionados: Detonador eletrônico, Tubo de choque, Amarração

Detonador eletrônico

Um detonador com um relógio dentro, programado para detonar em um tempo exato.

ImagineUm despertador em cada furo.

Com precisãoUma unidade programável, acionada por um sinal codificado, com precisão bem abaixo de um milissegundo, que registra o próprio tempo de detonação. Em campo, também chamado de espoleta eletrônica.

Em campoO registro de detonadores que ele gera é o que a plataforma ShockAI compara com o plano.

Relacionados: Sistema de iniciação, Retardo

Tubo de choque

Um tubo plástico fino que leva o sinal de iniciação de furo em furo como um pequeno clarão.

ImagineUm pavio que corre dentro de um tubo a um quilômetro e meio por segundo.

Com precisãoUm sistema de iniciação não elétrico: conectores de superfície com retardos fixos alimentam as unidades de fundo, e os tempos desviam um pouco a cada etapa.

Em campoBarato e robusto, mas sem registro, e a linha pode ser cortada.

Relacionados: Sistema de iniciação, Amarração, Corte

Falha de detonação

Um furo que não detonou.

ImagineUm dominó que ficou em pé.

Com precisãoUm furo carregado que não detonou, por qualquer motivo, deixando seu explosivo no terreno. Em campo, é o furo falhado.

Em campoMenos vibração que o planejado, e uma carga não detonada na pilha desmontada.

Relacionados: Corte, Coluna de carga

Corte

Uma linha de superfície cortada pela rocha em movimento antes de o sinal passar, de modo que os furos depois dela nunca detonam.

ImagineAlguém pisando no pavio.

Com precisãoEm uma amarração com tubo de choque, a perda de todos os furos depois de uma ruptura na linha de superfície, causada por terreno já desmontado.

Em campoÉ por isso que o retardo de fundo precisa durar mais que o percurso de superfície.

Relacionados: Tubo de choque, Falha de detonação, Amarração

Prever o tremor

MIC

Carga máxima por espera: a maior massa de explosivo que detona junta dentro de uma janela curta.

ImagineNão o desmonte inteiro, só os furos que detonam a uns oito milésimos de segundo uns dos outros.

Com precisãoA maior massa total de carga que detona dentro de qualquer janela com a largura regulamentar, em geral 8 ms; é o termo de carga na lei da distância escalonada. No Brasil, a sigla usual é CME.

Em campoRetardos mais longos a reduzem sem mexer na malha.

Relacionados: Distância escalonada, Retardo entre furos, Retardo

Distância escalonada

A distância até o monitor dividida pela raiz quadrada da carga que detona junta.

ImaginePara o terreno, longe e pequeno são a mesma coisa.

Com precisãoD dividido pela raiz quadrada da MIC, em metros por raiz de quilograma; a escala pela raiz cúbica é usada para a onda aérea e em algumas jurisdições.

Em campoToda lei de vibração é uma reta traçada contra esse número.

Relacionados: MIC, Lei do local, PPV

Lei do local

A reta que passa pelas leituras de vibração do próprio local, usada para prever o próximo desmonte.

ImagineA sua versão da reta do livro, traçada com os seus próprios pontos.

Com precisãoPPV = K · (D/√W)^−β, ajustada por mínimos quadrados em escala log-log às leituras de um projeto, com uma banda de previsão a partir da dispersão dos resíduos.

Em campoProjete pela banda, não pela reta.

Relacionados: Distância escalonada, Constantes do local K e beta, P95, Furo-semente

Constantes do local K e beta

Os dois números que fixam a reta de um local: a altura em que ela começa e a rapidez com que cai com a distância.

ImagineK diz quão barulhenta é a rocha; beta diz com que rapidez ela se aquieta.

Com precisãoO intercepto K e o módulo da inclinação β da lei da distância escalonada ajustada; 1140 e 1,6 é o par comum para rocha dura quando não há dados.

Em campoDois locais com o mesmo K podem diferir muito a 500 m se seus betas forem diferentes.

Relacionados: Lei do local, Distância escalonada

Superposição

As ondas de furos diferentes se somam onde se encontram, então chegadas próximas fazem um pico maior.

ImagineDuas pessoas pulando no mesmo ritmo sobre o mesmo piso.

Com precisãoO traço registrado é a soma da onda elementar de cada furo, cada uma atrasada pelo seu tempo de detonação e pelo tempo de viagem até o monitor.

Em campoO motivo habitual de um pico do traço superar a lei de carga única.

Relacionados: Retardo, PPV, MIC

Furo-semente

Um furo detonado sozinho, para que cada monitor o leia com clareza como uma única leitura.

ImagineUm dominó de cada vez, em vez da fileira inteira.

Com precisãoUm furo de campanha detonado com pelo menos a duração de uma onda elementar inteira de separação dos vizinhos, dando uma leitura (carga, distância, pico) por monitor.

Em campoUma manhã de furos-semente pode ajustar uma lei do local que os desmontes de produção levam um ano para conquistar.

Relacionados: Lei do local, Retardo

P95

O nível abaixo do qual ficam dezenove de cada vinte leituras.

ImagineNão o meio do pelotão, e sim perto do topo dele.

Com precisãoO limite superior unilateral de previsão de 95 % de uma lei ajustada, a partir da dispersão dos resíduos e do t de Student com os graus de liberdade do ajuste.

Em campoO número pelo qual dimensionar uma carga; a reta em si é superada metade das vezes.

Relacionados: Lei do local, Limite

Campo próximo

Perto demais do desmonte para que a lei simples de distância valha.

ImagineFicar ao lado de uma caixa de som, e não do outro lado da sala.

Com precisãoDistâncias escalonadas abaixo de cerca de 2 m/√kg, em que a carga deixa de ser uma fonte pontual e a lei não é ajustada nem confiável.

Em campoUma leitura na borda da cava pode ser de campo próximo; a lei vai avisar.

Relacionados: Distância escalonada, Lei do local, Campo distante

O que resulta do desmonte

Fragmentação

O tamanho em que a rocha se quebra.

ImagineBrita ou matacões, saídos da mesma bancada.

Com precisãoA distribuição de tamanhos da rocha desmontada, estimada a partir da razão de carga, do tipo de rocha e da malha (Kuz-Ram), e informada como um tamanho médio e o tamanho pelo qual passam 80 % do material.

Em campoMais fina custa mais explosivo; mais grossa custa mais na britagem.

Relacionados: Razão de carga, Afastamento

Ultralançamento

Rocha lançada além da pilha desmontada.

ImagineUma pedra de estilingue.

Com precisãoRocha projetada a partir da face ou da boca, com um alcance que cresce com a carga por metro e diminui com o afastamento e o tampão; as zonas de exclusão são definidas como múltiplos dele.

Em campoTampão curto e afastamento pequeno são as causas habituais.

Relacionados: Tampão, Afastamento

Sobrepressão

A pressão de pico do ar em uma onda aérea, acima da pressão normal do ar.

ImagineO empurrão que você sente no peito quando uma porta grande bate.

Com precisãoPressão de pico do pulso de ar, dada em decibéis lineares re 20 µPa; 120 dB são 20 Pa. A norma brasileira a chama de pressão acústica.

Em campoO número em que o limite de onda aérea é escrito.

Relacionados: Onda aérea, Tampão

Quatro deles têm páginas completas com imagens em movimento.Ler os conceitos